Para celebrar seus 15 anos de trajetória, Maria Lynch explora outras possibilidades além da pintura. A artista convida o público para uma imersão filosófica do corpo na exposição “Máquina Devir”, com abertura no dia 14 de janeiro no Oi Futuro em Ipanema. A mostra, com idealização da R&L Produtores Associados, ocupará 9 ambientes do prédio, além da vitrine no térreo, onde Maria exibirá uma instalação de bolas com trilha sonora de Rodrigo Amarante (recém-apresentada em Los Angeles, na galeria Wilding Cran).

A partir do conceito de imanência, a artista oferece um percurso imersivo em situações e vivências que visam desconstruir modelos de representação. Durante o trajeto, atores fantasiados, dançarinos, múltiplos cheiros e outros estímulos sensoriais conduzirão a atmosfera perceptiva do espectador. As salas serão intituladas com nomes como “Roupagem”, “Mito”, “Memória/Desejo”, “O que você mais gosta de fazer?” e “Coragem”.

Num dos ambientes, duas pessoas, uma vestida de palhaço e outra de gorila, citarão textos e passagens de filósofos como Deleuze, Espinosa e Nietzsche. Em outro espaço, os participantes, vendados, receberão uma série de materiais para experimentar. “Nessa sala a ideia é explorar os sentidos do participante. Não haverá câmeras”, explica a artista.

Maria Lynch acredita que, a partir dos jogos de sensações e dos exercícios propostos, abre-se um espaço para a instabilidade.  “Procuro evidenciar que somos passíveis de criar uma nova maneira de pensar e sentir, resistindo aos valores consolidados e estabelecidos. Como diria Espinosa, ‘o homem é livre somente quando entra na posse da sua potência de agir'”, cita.

A mostra tem patrocínio da Oi, Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria do Estado de Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, com apoio cultural do Oi Futuro. 

Sobre Maria Lynch 

Maria Lynch nasceu em 1981, no Rio de Janeiro. Atualmente mora entre Nova York e Los Angeles. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e fez pós-graduação e mestrado na Chelsea College of Art and Design, em Londres. Representada pela galeria carioca Anita Schwartz, já realizou dezenas de individuais e coletivas em locais como Paço Imperial, Museu de Arte Contemporânea de Niterói e Barbican (Londres).

Entre suas principais exposições estão ‘The Jerwood Drawing Prize’, com itinerância por Londres e outras cidades da Inglaterra, 2008, ‘Nova Arte Nova’ no CCBB, 2008. Em 2009 Recebeu o Prêmio Funarte de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça. Em 2011, participou da 6º Bienal de Curitiba VentoSul. Em 2012, apresentou a instalação ‘Ocupação Macia’ no Paço Imperial e a performance ‘Incorporáveis’ no MAM-Rio. Em 2013, Maria ganhou um concurso de arte pública na Fundação Getúlio Vargas (RJ) e participou da mostra ‘Bordalianos do Brasil’ na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Depois de fazer o Residencie Unlimited, NY, EUA em 2014, foi contemplada com o Prêmio e concessão em Nova York pela Embaixada Brasileira para uma Exposição Individual com New Museum e Storefront For Art And Architecture, para o festival Ideas City NY ( EUA). Em 2016 fez exposição individual na galeria Wilding Cran em Los Angeles, onde é representada.

 

http://www.marialynch.com.br/

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