Marcos Palmeira fala sobre o filme E ai… Comeu?

Marcos Palmeira e Dira Paes em cena de E ai… Comeu?

Sucesso em Cheias de Charme como Sandro, marido de Penha (Tais Araújo), Marcos Palmeira está prestes a estrear mais um filme nacional, a produção E Ai… Comeu?A comédia que chega aos cinemas dia 22 de junho, é o 32º longa-metragem da carreira do ator. Na pele do quarentão Honório, jornalista falastrão que vive uma crise conjugal, Palmeira é um dos protagonistas do filme e pela primeira vez atua ao lado do primo Bruno Mazzeo. Nesta entrevista, ele confessa que “homem olha mesmo para mulher bonita” e diz que se enganou ao temer que “E Aí… Comeu?” pudesse ser pesado: “Sabe quando, no teaser, eu falo ‘Vai dar m…’? Não dá m… nada. Pelo contrário! É um filme super delicado”.

Além de Marcos Palmeira Seu Jorge também está em E Aí… Comeu?, interpretando o calejado garçom apelidado de… Seu Jorge. Dirigida por Felipe Joffily, a comédia estreia no dia 22 de junho e tem Bruno Mazzeo, e Emilio Orciollo Netto

Marcos Palmeira concedeu entrevista ao site da Golbo Filmes e falou sobre sua nova produção, Abaixo voc~e lê a transcrição da entrevista do ator:

Como você recebeu o convite para participar de “E Aí… Comeu?”?
Adorei. Sabe o tipo de texto que é uma delícia de ler e de encenar? É este. Confesso que bateu, claro, um receio de ser muito apelativo, pesado, de piada de macho mesmo. Mas pelo contrário. É como se as mulheres estivessem espiando o universo masculino pelo buraco da fechadura. Sabe quando, no teaser do filme, eu falo “Guerra dos sexos… isso vai dar m…”? Então, não dá m… nada. Pelo contrário! É um filme super engraçado, delicado e real ao mesmo tempo.

E esta fechadura do universo masculino vai dar direto no Bar Harmonia?
É… O bar é a segunda casa deles. É onde se sentem seguros. E eu adoro o bar. No caso do Honório, que frequenta os ambientes pesados da redação de jornal e de casa, onde não está tudo bem, o bar é mais importante ainda. Em casa, ele é um. Marido que, apesar de típico macho tradicional e até cheio de ‘dogmas’, é submisso e obedece à mulher. Já no bar ele é este cara que profere os tais dogmas, o clássico “aconteceu comigo”, que ‘confere’ as mulheres do local…

Aliás, quem é o Honório? Ele é muito diferente de Fonsinho e Fernando?
Ele diferente dos amigos, mas a essência masculina é a mesma. Assim como os outros, está meio confuso e não sabe exatamente onde se encaixa “na nova ordem mundial feminina”. É um jornalista machão à moda antiga, com tudo de bom e ruim que o termo traz. É bom marido, fiel, valoriza a família e cuida muito bem das três filhas do casal enquanto a mulher sai à noite para fazer sabe-se lá o que. É um idealista, cheio de valores e dogmas, além de um cara bacana, sensível. Tudo o que quer é salvar seu casamento. E, claro, ter a certeza de que não está sendo traído!

A traição é um dos grandes ‘dramas masculinos’?
Sim. Ser traído é tão duro e doloroso para o homem quanto para a mulher. Só que a ‘origem’ da dor é diferente. Claro que estou generalizando, mas homens e mulheres sofrem da mesma forma diante do amor, das decepções amorosas. A maneira de se sentir e sofrer talvez varie.

Você concorda com a tese de que o filme ‘entrega o ouro’ para as mulheres?
Sim e não. Não porque eu acho que as mulheres já sabem quase tudo que está ali na tela. Sabem que os homens quando se juntam falam mesmo muita besteira, que homem olha mesmo para outra mulher bonita, mas que isso não significa que ele está traindo ou vai trair. O olhar do homem vai sempre ser atraído pelo belo. O homem é visual. Sabem que, no fundo, homens estão também em busca do amor, querem alguém bacana para dividir a vida. O Honório, por exemplo, é um marido ótimo.

E o público feminino? Vai se sentir retratado no filme?
Acho que sim. As mulheres vão entender que o filme só existe por causa delas. É uma comédia, uma delícia de filmar e de assistir também. E é uma declaração de amor a elas. É quase como se nós, homens, estivéssemos abrindo nossas almas ali.

Pela Web

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