Cena do filme Mãe e Filha

Terminou nessa quarta, no Theatro José de Alencar, a 21ª edição do Cine Ceará, festival ibero-americano que acontece em Fortaleza. O júri da mostra competitiva de longa-metragem, composto por Daniel de la Vega (Chile), Denise Dummont (Brasil), Jaime Boix (Espanha), Santiago Loza (Argentina) e Silvie Pierre (França) escolheu como melhor filme “Mãe e Filha”, do diretor cearense Petrus Cariry (‘O Grão’) que, além do troféu Mucuripe[bb], levou o prêmio de US$ 10 mil (dez mil dólares). “Mãe e Filha” também foi eleito o melhor – dentre os 9 longas inéditos em competição – pela crítica especializada. No drama “Mãe e Filha”, depois de uma longa separação, filha retorna à casa da mãe no Sertão para enterrar o filho morto.

O Mucuripe de melhor direção foi concedido ao paranaense Werner Schumann, por “O Coro”, que também abocanhou o prêmio de fotografia (Felipe Meneghel). Também premiado em duas categorias, o espanhol Carles Bosch volta pra casa com o seu “Bicicleta, Colher, Maçã” como melhor montagem (Ernest Blasi e Carlos Prieto) e trilha sonora original (de Josep Sanou). O cubano Héctor Medina (“Bilhete para o Paraíso”), foi eleito o melhor ator. E Claudia Lapacó, por “Língua Materna”, escolhida a melhor atriz. Lista completa abaixo:

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem:

Melhor Longa-metragem: “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry;

Melhor Direção: Werner Schumann, por “O Coro”;

Melhor Fotografia: Felipe Meneghel, por “O Coro”, de Werner Schumann;

Melhor Montagem: Ernest Blasi e Carlos Prieto, por “Bicicleta, Colher, Maçã”, de Carlos Bosch;

Melhor Roteiro: Petrus Cariry, Firmino Holanda e Rosemberg Cariry, por “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry;

Melhor Som: Erico Paiva e Petrus Cariry, do filme “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry;

Melhor Trilha Sonora Original: Josep Sanou, por “Bicicleta, Colher, Maça”, de Carlos Bosch;

Melhor Direção de Arte: Fernando González, por “Pássaros de Papel”, de Emílio Aragón;

Melhor Ator: Héctor Medina, por “Bilhete para o Paraíso”, de Gerardo Chijona;

Melhor Atriz: Claudia Lapacó, por “Língua Materna”, de Liliana Paolinelli;

Prêmio da Crítica: “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry;

Prêmio BNB de Melhor Produção de Temática Nordestina para “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry.

Na mostra competitiva brasileira de curta metragem, o Mucuripe de melhor filme foi para “O Céu no Andar de Baixo”, animação do mineiro de Leonardo Cata Preta. Lista completa:

Mostra competitiva brasileira de curta metragem:

Melhor Curta-metragem: “O Céu no Andar de Baixo”, de Leonardo Cata Preta;

Melhor Direção: Murilo Hauser, por “Meu Medo”;

Melhor Roteiro: Rodolfo Barreto, por “Com a Mosca Azul”, de César Netto

Melhor produção cearense: “Doce de Coco”, de Allan Deberton;

Prêmio da Crítica: “O Céu no Andar de Baixo”, de Leonardo Cata Preta.

A noite ainda contou com a homenagem à documentarista norte-americana Estela Bravo e a exibição do filme “Na Quadrada das Águas perdidas”, de Wagner Miranda e Marcos Carvalho, protagonizado pelo ator Matheus Nachtergaele.

Ao longo dos oito dias de festival, de 8 a 15 de junho, o público cearense e convidados internacionais e nacionais do universo do audiovisual puderam desfrutar de um dos festivais de cinema mais consagrados do país. O festival aconteceu pela primeira vez em duas cidades-sedes e trouxe o tema “Religião e Religiosidade no Cinema”, homenageando os 100 anos de emancipação política de Juazeiro do Norte, conquistada por meio do trabalho social, religioso e político realizado pelo Padre Cícero na região do Cariri, sul do Ceará. Em Juazeiro do Norte, o Cine Ceará acontece até amanhã, dia 16 de junho, no Memorial Padre Cícero e no Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri, com uma parte da programação de Fortaleza.

 

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