Durante duas semanas, de quinta a domingo, Copacabana volta a respirar jazz. Firmando-se cada vez mais no cenário carioca como a casa dos jazzófilos, a Sala Baden Powell apresenta a primeira edição do festival ‘A influência do jazz’. Idealizado e produzido pela cantora carioca Andrea Dutra. Sobem ao palco, além da própria Andrea, cantores experientes e consagrados como Leila Maria, Áurea Martins, Clarisse Grova, Cláudio Pinheiro, Sanny Alves, Indiana Nomma e Thais Motta.

 
A influência do Jazz
 
O jazz não é simplesmente um estilo musical. Não está na harmonia ou na melodia, não está na técnica nem no repertório, o jazz é um jeito de fazer música. Por isso, a música e os músicos do mundo se apropriaram dele, com tantos frutos. Pegaram o modo de fazer e levaram para casa, para cortar, colar, costurar, bordar, desconstruir, misturar, mexer, provar.
 
E nós com isso? Tudo. O jazz influenciou a música brasileira, assim como o Brasil, e a sua música, influenciaram o jazz. São anos de movimentos de cá e de lá, de troca, de intercâmbio, de admiração mútua e criatividade. Gente estudando, ouvindo, juntando e misturando tudo. Fazendo uma música que é híbrida, com elementos do jazz misturado a mil vertentes da música popular brasileira.
 
Esse é o espírito do projeto A influência do jazz, que tem no staff Lucas Fragoso como designer gráfico, Paula Cruz e Fábio Rasta na cenografia e fotos de Bruno Tuareg.
 
Programação completa e um pouco mais sobre cada atração:
 
17/03 – quinta-feira – Clarisse Grova
Cantora e compositora carioca de Música Popular Brasileira, Clarisse começou sua carreira no início dos anos 80, cantando na noite, em bares como Chiko’s Bar e Cálice Bar, acompanhada por Luizinho Eça, Edson Frederico, Osmar Milito, entre outros.
Seu primeiro trabalho fonográfico pela EMI-Odeon contou com arranjos de César Camargo Mariano, Eduardo Soutto Neto e Jota Moraes, e músicas de Sueli Costa e Abel
Silva, Flávio Venturini, Cartier e Paulo César Feital. Em 2003, em parceria com Felipe Radicetti, lançou seu primeiro CD autoral: Superlisa “Trata-se do mais bem-sucedido casamento da MPB com a música eletrônica.” (Hugo Sukman – O Globo).
De acordo com Rui Castro, Clarisse Grova é uma das últimas cantoras “Puras” do Brasil.
 
18/03 – sexta-feira – Leila Maria e Tomás Improta
Leila Maria e o pianista, compositor e arranjador Tomás Improta tiveram seu primeiro e produtivo encontro no final da década de 1990, num famoso (e saudoso!) point de Jazz do Rio de Janeiro: a Livraria Bookmakers, na Gávea. Lá fizeram duas temporadas de sucesso, piano e voz com Standards de Jazz. A parceria voltou a acontecer pouco depois no Espaço Valansi, em Botafogo, reeditando o sucesso, também em duas temporadas de casa cheia. Ex-modelo, recebeu em casa as influências musicais. O pai, da marinha mercante, gostava de discos de jazz. A mãe ouvia no rádio os cantores favoritos, entre eles, Ângela Maria e Dalva de Oliveira. Ed Motta a considera “uma das cantoras mais vivas do mundo”.
 
 
19/03 – sábado – Andrea Dutra
A cantora carioca Andréa Dutra sempre andou bem à vontade por vários estilos. Foi vocalista de Tim Maia, cantou com Sandra de Sá, Serjão Loroza, Mart’nália, Danilo Caymmi, Dona Ivone Lara e Seu Jorge e foi a primeira mulher a puxar um samba no Suvaco do Cristo. Desde 2001 integra o Arranco de Varsóvia, Prêmio Tim de Melhor Grupo de Samba de 2006. Cantou durante cinco anos nas tardes de sábado da Modern Sound, com o Andrea Dutra Quarteto, que este ano completa 10 anos e atualmente é residente do Triboz, na Lapa, onde se apresenta todo primeiro sábado do mês, com um repertorio de standards de jazz, brazilian jazz e MPB.
 
20/03 – domingo – Claudio Pinheiro
Um dos fundadores, ao lado do guitarrista João Castilho, da banda Mr.Jazz, que alcançou repercussão expressiva durante a década de 90 no cenário jazzístico carioca, Claudio Pinheiro se apresentou nas mais importantes casas de espetáculos e teatros do Rio de Janeiro. Foi considerado pelo ícone da crítica musical brasileira, José Domingos Rafaelli, uma das maiores revelações do cenário musical brasileiro, naquela década. Integrou a Rio Jazz Orchestra durante mais de dez anos e foi vocalista da lendária Rio Sound Machine por quase o mesmo tempo.
 
24/03 – quinta-feira – Sanny Alves
Cantora e atriz, Sanny possui um ouvido privilegiadíssimo, moldado pelo tempo que ouviu seu pai, o contrabaixista Luiz Alves, tocando com gente grande como Milton Nascimento, Chico Buarque, Luizinho Eça e João Donato. Integrante da CompanhiaEnsaioAberto, trabalhou nos musicais“Missa dos Quilombos”, commúsica de Milton Nascimento e “HavanaCafé”, indicado ao prêmio Shell de Teatro e no espetáculo A Pedra do Cais, umTributo ao dia da Consciência Negra. Em 2008, no Teatro Ginástico-SESC, interpretou a grande Elizeth Cardoso no musical “Divina Elizeth”.
 
25/03 – sexta-feira – Indiana Nomma
Nascida em Honduras, filha de pai baiano e mãe gaúcha, Indiana Nomma cresceu no México, Portugal, Nicarágua e Alemanha Oriental. Aos 8 anos, começou a estudar canto erudito e aos 13, piano. Já no Brasil, explorou o teatro e o canto coral o que a possibilitou de cantar em tournês por Costa rica e em Nova Yorque, no Carnegie Hall. Conhecida pela voz grave e versatilidade em vários estilos, Indiana faz a síntese de 8 anos de carreira, através de projetos como: Indiana Nomma Jazz Trio, Tributo a Tim Maia, Tributo a Mercedes Sosa, Indiana Nomma & The Soulbrothers, Indiana Nomma Na Terra Brasilis (Mpb Contemporânea) e Indiana’s Angels Band (discoteca anos 70).
 
26/03 – sábado – Thaís Motta
Thaís tem 29 anos, lançou seu primeiro CD "MINHA ESTAÇÃO" em 2008, com arranjos e produção do pianista Marvio Ciribelli . Atriz e dançarina, Thaís já se apresentou em muitos Festivais de Jazz e Bossa Nova , como o Mauá Jazz (RJ) e o Ibitipoca Jazz Festival (MG), quanto em casas importantes do Circuito Cultural da Lapa como o Rio Scenarium , Estudantina e Estrela da Lapa. No seu primeiro CD, participaram grandes músicos como Ronaldo do Bandolim , Marcio Montarroyos , Chico Chagas, Marlon Mouzer, Cesar Machado, Flavinho Santos, Rogério Fernandes, Marcel Powell, Tino Jr, Paulo Williams, Jhonson de Almeida.
 
27/03 – domingo – Aurea Martins
Áurea Martins brotou e floresceu duma cepa de músicos (sua avó tocava banjo). No final da adolescência passa a freqüentar os clubes da jazz do subúrbio e a atuar como lady crooner do conjunto dos tios em bailes da periferia. Na primeira metade dos anos 60, numa renovação do cast da Rádio Nacional, é incluída entre os novos integrantes do elenco da emissora, ao lado de Alaíde Costa, Peri Ribeiro e Elis Regina. Registra-se então sua voz em disco pela primeira vez, numa faixa do LP Alvorada dos Novos, produzido por Altamiro Carrilho. Desde então, Áurea consagrou-se como uma das mais belas vozes do cenário musical brasileiro.
 
Serviço: A influência do jazz
Sala Municipal Baden Powell (500 lugares). Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360, Tel: 2255.1067 – De quinta a domingo – às 20h – R$ 30,00 / R$ 15,00 (estudantes e idosos) – Classificação Livre. 

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