Caio Mesquita é um garoto que aplicou todo o seu talento na música. Descoberto pelo programa do apresentador Raul Gil, que na época era transmitido pela TV Bandeirantes, Caio fechou contrato de exclusividade com a Luar Music em 2006 e desde então já lançou seis trabalhos pela gravadora.


O mais recente, produzido em 2009, foi um projeto inovador, misturando o estilo do artista, que é a música instrumental, com a onda do momento, o sertanejo universitário. Caio Mesquita fala com o Visto Livre Magazine sobre este recente trabalho (intitulado “Caio Mesquita: Sertanejo”) e adianta os seus projetos para 2011.

Visto Livre: Você inovou o mercado sertanejo, lançando um disco instrumental com os maiores sucessos desse estilo. O trabalho já está há um ano no mercado. Conseguiu colher bons frutos?

Caio Mesquita: Sem dúvida foi uma grande novidade e assumo que foi um tiro no escuro. Resolvemos arriscar canções instrumentais nessa onda que está tão forte e tivemos diversas surpresas. Toquei o ano passado em Barretos, uma das maiores festas do Brasil, e foi muito bacana. Fiquei muito feliz porque meu propósito, de sempre levar música instrumental ao público, foi atingido.

Visto Livre: E qual é a sua escola na música instrumental?

Caio Mesquita: Eu sempre tenho que me inspirar e buscar referências fora do tipo de trabalho que venho fazendo, que é o sertanejo instrumental pop. Afinal, é um tipo de trabalho que aqui no Brasil quase ninguém faz e eu não tenho muita referência. Por isso busco muita influência internacional e misturo com a nossa música. Eu tenho escutado muito Kenny G, que é a minha principal inspiração. Aliás, tive o prazer de conhecê-lo, em 2007. Aqui no Brasil, gosto muito do Milton Guedes, que é um grande amigo e instrumentista.

Visto Livre: Você fez uma pesquisa no gênero sertanejo?

Caio Mesquita: Sim. Tive que realizar uma busca, afinal, o CD trouxe para o público coisas antigas e coisas novas. Tem “Fada”, do Victor & Leo, e “É o Amor”, de Zezé Di Camargo e Luciano. Fizemos uma varredura no vasto mundo sertanejo e escolhemos os grandes sucessos para apresentar ao público. Tanto é que em todos os shows que eu realizo, o povo canta junto. É muito divertido.

Visto Livre: E dentro desse repertório, qual foi a canção mais complicada para você adaptar para o instrumental?

Caio Mesquita: Musicalmente não teve nenhum grande desafio. São melodias simples, mas é claro que eu trouxe um pouco mais para a minha praia, mudando algumas coisas de harmonia e melodia. Mas não foi nenhum desafio musical.

Visto Livre: E como foi tocar em Barretos?

Caio Mesquita: Foi muito legal. Confesso para você que eu me senti no início um pouco um peixe fora d´água, afinal, só tinham duplas sertanejas ou artistas que cantam. Cheguei lá com o pessoal da minha banda, os outros artistas olharam e não entenderam, afinal, não sabiam que eu estava trabalhando um disco de sertanejo instrumental. Mas no final todos gostaram e cantaram junto. A vantagem de fazer um trabalho de sertanejo pop, é que a galera recebe a gente muito bem, canta junto.

Visto Livre: E para 2011. O que Caio Mesquita tem em mente?

Caio Mesquita: Estou pensando em lançar um novo trabalho. É dificil porque são muitas ideias. Tenho pensado muito em realizar um Caio Mesquita Sertanejo Vol.2, com os grandes sucessos atuais. Afinal, quando eu lancei o volume um, uma grande parcela de artistas ainda não tinha sido lançada, como é o caso de Luan Santana. Tem essa possibilidade sim. Ou um trabalho instrumental ou um trabalho comigo cantando.

Visto Livre: E esse lance de você cantar. Você canta bem? Sente-se à vontade cantando?

Caio Mesquita: Estou me familiarizando com esse lado de cantar. Me inspiro muito no Milton Guedes, que é um cara que canta e toca nos shows. Ainda não estou tão a vontade cantando, mas tenho grandes amigos que cantam e eles sempre me ajudam nesse lado. Ter ido à Festa Nacional da Música foi super legal porque possibilitou a troca de informações. Estou entrando nesse novo ramo sim.

Visto Livre: Hoje em dia o sertanejo virou sinônimo de carnaval. Você tem algum proposta nesse sentido?

Caio Mesquita: É uma ideia que eu já tive. No ano passado realizei alguns contatos com a banda Cheiro de Amor para tocar com eles no carnaval desse ano, mas acabou não rolando porque ficou muito em cima da hora. Agora, nesse ano a minha produção já começou a fazer contatos para realizarmos algumas apresentações no Carnaval de Salvador, para continuarmos a onda pop.

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